Blog do professor Jean Mourão

BLOG DO PROFESSOR JEAN MOURÃO

quarta-feira, 31 de março de 2010

Aos alunos do professor Jean - 1º e 3º ano (Agendamento e conteúdos de prova)

Caros estudantes,
A nossa avaliação está se aproximando.
Acontecerá no dia:
abaixo o conteúdo referente ao que foi aplicado e discutido em sala de aula:
1° ano A, B, C e D - GAMA -15/04 (Questão hidríca almanaque Brasil ou livro cap. 12, Coordenadas geográficas e cartografia escala;projeções cap. 02; fusos horários caderno).

3° ano A, B e C - GAMA - 15/04
3° ano E - GAMA - 05/04

3° ano A e B - 913 Norte -06/04

Para o 3° ano (Consumo e distribução da água, Cap. 12 + Processo de desenvolvimento do capitalismo e suas fases comercial, industrial, financeiro e a organização do mundo através da DIT. Cap. 29)

Estudem, não deixe para última hora.

Entenda os fusos horários

Os fusos horários têm gerado muitas dúvidas entre nossos estudantes. A pergunta mais comum é como "calcular" a hora em determinado país, com uma defasagem de um determinado número de graus; e este cálculo raramente coincide com a realidade.
Como vimos em nossas aulas, a Hora Local é definida pela passagem meridiana do Sol, ou seja, a passagem do Sol pelo meridiano superior do lugar, mas a Hora Legal é definida pelo fuso onde estamos.
Para determinar a hora legal, a Terra foi dividida em 24 "fatias" definidas por dois planos que contêm o eixo da Terra, com um ângulo de 15 graus entre eles. O nome "fuso" tem origem no formato da seção resultante e ficou estabelecido que a mudança dos relógios seria feita em horas inteiras entre dois fusos. Entretanto, na prática, decisões políticas alteraram completamente o mapa de fusos. Nem a regra da passagem meridiana nem o numero inteiro de horas foi obedecido, e ainda inventaram um "horário de verão", gerando uma grande confusão quando precisamos descobrir a hora vigente em outro país. A única maneira de fazermos este cálculo corretamente é consultando tabelas ou mapas, e não esquecendo de verificar se é necessária a correção devida ao horário de verão.
O modo mais simples que encontramos para entender estas regras foi usando um mapa de fusos horários:
Os fusos são baseados no meridiano zero, ou meridiano de Greenwich.Greenwich é o nome de uma pequena cidade próxima a Londres, onde ficava o antigo observatório Real que determinava a hora oficial usando uma luneta meridiana. Uma grande bola vermelha colocada em um mastro caia exatamente ao meio dia, permitindo a todos os navios do porto acertarem seus cronômetros antes de sair para o mar. Hoje o observatório foi transferido para outro local (Cambridge), e o prédio antigo foi transformado em um museu que guarda preciosos mecanismos de relojoaria. O fuso centrado neste meridiano é identificado como o 0 (zero).
De 15 em 15 graus a Leste, numeramos os fusos como +1, +2, +3, etc. até 12. Fazendo o mesmo a oeste, numeramos como -1, -2, -3, etc., em torno da Terra até que encontramos o mesmo meridiano 12. No centro deste fuso (12) encontramos , a Linha internacional de mudança de datas.
Quando um viajante atravessa a linha de oeste para leste, deve corrigir seu calendário em menos um dia. Quando atravessa a linha no sentido leste-oeste, deve adicionar um dia. Motivos econômicos, como o horário de funcionamento dos bancos e da bolsas de valores fizeram com que todos os países do leste europeu adotassem o mesmo fuso (+1). Apenas a Grã-Bretanha e Portugal usam o fuso 0 na Europa. A Austrália adotou o fuso +9:30 para a região central, de modo a reduzir os problemas de horários comerciais. Pelos mesmos motivos a China decidiu usar apenas o fuso +8 para todo seu território, que cobre 4 fusos diferentes. Para calcular a hora de outro fuso, verifique no mapa os fusos envolvidos, e subtraia o menor do maior, por exemplo: Se são 10 horas no Brasil, que horas são na Índia? Consultando o mapa você encontra:
Brasil: fuso -3
Índia : fuso +5:30
Subtraindo o menor do maior: +5:30 -(-3) = 5:30 + 3= 8:30
(lembre-se da regra algébrica: menos menos dá mais).
Em seguida some esta diferença à hora legal, se estiver a leste, ou subtraia se estiver a oeste.
Logo, se no Brasil são 10 horas, na Índia são 18:30.
Ufa!


terça-feira, 30 de março de 2010

Cientistas simulam Big Bang - Prof. Ana Lídia

Cientistas simulam Big Bang em maior experimento da história da física

Especialistas em Física anunciaram nesta terça-feira que conseguiram reproduzir o Big Bang, considerado pelos cientistas como o início do universo, após realizarem o choque de partículas de prótons em altíssima velocidade no equipamento construído no subsolo da fronteira entre a França e Suíça (Grande Colisor de Hárdons, LHC na sigla em inglês).
O LHC foi construído em setembro de 2008 pelo Centro Europeu de Pequisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) e custou cerca de US$ 10 bilhões. As primeiras tentativas de reproduzir o Big Bang ocorreram no mesmo mês, mas foram suspensas por causa de problemas no equipamento. A experiência foi retomada em novembro do ano passado.
O anúncio é tido pelos especialistas como uma nova época da Física moderna, pois o fato pode colaborar na busca por respostas em questões sobre a formação do universo e da matéria.

domingo, 21 de março de 2010

Alunos do oitavo ano assistam o documentário Surplus

MUITO INTERESSANTE!!!! Filme: Surplus

Longe de ser apenas uma crítica ao consumismo ou a sistemas políticos, Surplus, documentário sueco, dirigido pelo italiano Erik Gandini em 2003, é um olhar sobre o jeito de ser e de viver da humanidade. Este trabalho coloca em discussão não apenas a vida em sociedade e a ordem estabelecida, como também a própria essência humana.
As necessidades dos homens, as maneiras de reagir a elas e as formas de controle social acabam por comprometer todo o ecossistema terrestre, sem exceção às relações humanas.
Nenhuma discussão está mais na ordem do dia do que o equilíbrio socioambiental e ainda antes de Davis Guggenheim e seu Uma Verdade Inconveniente (2006), Gandini levava o tema às últimas conseqüências. Surplus mostra que tanto no capitalismo, como no socialismo, os homens tomam parte de sistemas cuja existência os antecede, mas que estabelecem modos de viver e de pensar, mantendo-os atados, como peças de um jogo maior, cuja função é a manutenção da ordem estatal.
Assim, saem de foco os sistemas político-econômicos em si. Os holofotes são direcionados para aquilo que os sustenta. O Ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Steve Ballmer e Bill Gates, executivos da Microsoft, aparecem defendendo a ideologia neoliberal, o capitalismo, o consumismo. Por outro lado, Gandini enfoca o modo de vida socialista, instalado em Cuba por Fidel Castro que surge defendendo sua ideologia não consumista. São dois sistemas opostos, porém ambos se utilizam dos meios de comunicação para divulgar mensagens que padronizam pensamentos, subjulgando corações e mentes, transformando indivíduos em parceiros que garantem a manutenção dos sistemas.
Fazendo analogia à influência da indústria cultural e à forma como é utilizada a linguagem midiática, Gandini adota o ritmo dos vídeo clips. Mescla cenas de palestras, discursos, entrevistas e reportagens jornalísticas em uma edição onde imagens se alternam em sintonia com a trilha sonora de sons eletrônicos. Imagem e ritmo se complementam em uma mistura que soa moderna e revela a intenção do diretor. Ele usa o próprio meio (áudio e vídeo) para chamar a atenção para o poder da mídia, disponível aos governos ou às corporações que ditam ideologias e comportamentos.
Por outro lado, se o discurso utilizado pelos capitalistas também sai da boca dos socialistas, tudo acaba no mesmo. E este “tudo” se refere à relação entre dominadores e dominados. A visão pessimista de Gandini se resume em: o homem é um ser de necessidades, na busca por satisfazê-las criou formas de organização social e, no interior delas, desenvolveu formas de dominação que mantém tudo e todos atrelados à ordem estabelecida, seja consciente ou inconscientemente. O sistema que exaure os recursos naturais, que beneficia os países desenvolvidos e cede aos países subdesenvolvidos, seus restos, é criação dos homens e se mantém por cooperação deles. É um soco na boca do estômago de quem acha que não tem nada a ver com isso!
John Zerzan (o anarquista norte-americano que ganhou destaque a partir da década de 1980), e sua proposta fundamentada no retorno ao primitivismo, caem no vazio diante da livre servidão humana a suas próprias necessidades. Gandini reafirma Freud que entende o homem como um ser “fadado à insatisfação”, pois está sempre buscando, sempre à procura sem nunca se complementar.
Ao retornar ao primitivismo o homem retomaria o anseio pelo desenvolvimento, e possivelmente, à sistemas de controle social, aos conflito de classes, ao consumo irracional de recursos naturais, à injustiça social, às relações entre dominadores e dominados. O que Gandini não oferece é a pista para uma saída segura. Assim, escapa à pretensão das soluções fáceis e coloca a solução do impasse sob a responsabilidade de cada um.

sábado, 20 de março de 2010

Galera assista o filme: A História das Coisas - Crítica sobre o sistema capitalista

A história das coisas - The Story of Stuff - é um filme disponível na internet e conta com uma grande popularidade na web. O pequeno vídeo de pouco mais de 21 minutos faz uma crítica sob o sistema capitalista e os efeitos do consumismo desmedido nas sociedades e no planeta.
Ele coloca de uma maneira muito lúdica e clara com uma linguagem bem acessível o grande erro da sociedade moderna - achar que nosso planeta é capaz de fornecer ao nosso sistema produtivo e ao nosso modo de vida todos os recursos que precisamos indefinidade. Ele mostra como nós, consumidores, contribuímos para criar um sistema econômico totalmente insustentável, e as conseqüências desastrosas que isso tem causado à sociedade e ao planeta.
Da extração, produção até a distribuição, a cadeia produtiva afeta nossas vidas de uma maneira que poucos de nós percebemos. A história das coisas é um alerta, tenta nos dar um visão geral, tenta nos conscientizar a respeito do problema e de como novos conceitos como sustentabilidade e energia renovável, podem ajudar a mudar esse quadro lastimável causado por nós mesmos. Segundo o site oficial, o vídeo já foi assistido por mais 6 milhões de pessoas em mais de 200 países!

A mensagem do filme pode mudar a sua maneira de olhar para todas as coisas na sua vida para sempre.